A palavra estrangeira


Eu olhei por horas
teu idioma morder minha
língua sem a culpa estrangeira
ou qualquer diplomacia

Meu sono latino não foi capaz
de calar teu sol bávaro vá lá
diga ao rapaz que somos
da mesma cidade sem lei

Plantei fronteira entre o silêncio
e os mísseis que vi nascendo
sob a miséria real ainda bem que
tenho alma de aldeão

Quando chegares me procure
onde ninguém pisa
e as janelas epiléticas
silenciam deuses e demônios
entre a ruína e o vinho
de piratas